quarta-feira, 3 de abril de 2013

O segredo do calígrafo - Rafik Schami




SCHAMI, Rafik. O segredo do calígrafo. Ed. Estação Liberdade.

Nas ruelas estreitas da cidade velha de Damasco, um boato traça seu caminho: Nura, a bela esposa do famoso calígrafo Hamid Farsi, sumiu sem deixar qualquer pista. Por que deixou para trás uma vida que muitos lhe invejam? Ou ela teria sido vítima de sequestro dos inimigos de seu marido?

Desde sua mais tenra idade, Hamid Farsi era festejado como gênio da caligrafia. Em sua beleza toda em filigranas se manifesta da forma mais pura a poesia árabe. No entanto, com o passar dos anos, ele percebe também as fraquezas de sua língua, que restringem seu emprego no dia a dia. Integrando uma confraria secreta de sábios, Hamid Farsi desenvolve planos para uma reforma radical da língua sem imaginar os perigos que o aguardam. Joga-se com o empenho de sua vida em seu trabalho de modo a realizar o grande sonho de sua reforma. Nura não sabe nada dos planos de seu marido. Ela conhece apenas seu lado distante e egoísta, que a degradaram para ama de casa logo após a noite de núpcias. Não constituirá surpresa que as atenções que lhe devota um jovem e inteligente aprendiz do atelier de seu marido encontrarão ecos. Uma paixão intensa, complexa e repleta de nuances e contradições terá início – o amor entre uma muçulmana e um cristão.

O embate entre a continuidade e a renovação, o amor e a sensualidade mal contidos pelos véus de uma sociedade tradicional, o mistério e a violência latente, todos esses elementos o leitor poderá encontrar ao sabor de sua caminhada pelas sinuosas vielas de Damasco.


Fonte: Site editora Estação Liberdade
http://www.estacaoliberdade.com.br/o-segredo-do-caligrafo/

Contos Marroquinos Modernos

 CONTOS MARROQUINOS MODERNOS


Contos Marroquinos Modernos. Ed. Amádena

Trata-se de uma antologia de contos marroquinos, selecionados pela União dos Escritores Marroquinos e traduzidos, diretamente do Árabe, por professores do Setor de Estudos Árabes da Faculdade de Letras da UFRJ. A maioria dos textos aborda questões bem particulares do cotidiano marroquino e denuncia, de forma alegórica e surrealista, problemas crônicos da sociedade local.


 Fonte: Site da editura Almadena
http://wmultimidiarb.com.br/almadenaloja/contos/14-contos-marroquinos-modernos.html

terça-feira, 2 de abril de 2013

O início do cinema no Egito



Duas pessoas, Sallah Abu Seiff e Yussef Chabine, afirmaram-se num país que teve uma história bastante movimenta entre 1945 e 1958. O mais velho dos dois, Sallah Abu Seiff, estreou aos dezesseis anos, em 1932, e foi durante muito tempo montador, antes de dirigir em 1947 o primeiro filme, Daiman Fi Qalbi. Seu primeiro sucesso, Os Amores de Antar e de Walbla, com Kuka e Serag Munir, foi uma bela lenda árabe; mas seu temperamento o levava de preferência a assuntos modernos, como no seu excelente Lak yom va Salem (Teu dia Chegará) ou Osta Hassan (O Operário Hassan), que sofreu as imposições da censura de Faruk quando mostrava os meios populares. Em Al Wache (O Mostro), realizado depois da proclamação da República no Egito, a interpretação de Answar Wagoli foi um pouco exagerada, mas o diretor possuía a arte da boa narração e sabia descrever ambientes. Ele o demonstrou ainda melhor em A Sanguessuga, filme dominado por uma excelente composição de Tahia Carioca, e que foi ótima descrição da vida popular e artesanal de uma rua popular do Cairo.
Yussef Chabine aprendeu seu ofício em Hollywood. Foi influenciado pelo melhor cinema americano e o final do seu Seraa Fil Wadi (Céu de Inferno), por exemplo, foi comprometido por introduzir uma perseguição dramática inspirada por Hitchcock.
O rumo do novo cinema – e da política – no Egito, manifesta-se por várias tentativas de renovação dos assuntos, e isso já antes da revolução que destronou Faruk. Ibrahim Ezzeldine, em Zoubour el Illam (O Nascimento do Islam, 1951) mostrou com convicção a época de Maomé. Em Moustapha Kamel (1952), Ahmet Badrakan tomou por herói um dos fundadores do nacionalismo árabe. Hussein Sedki, em Yacott el Estelmar (Abaixo o Colonialismo) mostrou as lutas contra os ingleses. Esses filmes valeram por sua tentativa, mais do que por sua realização. Dahab, de Anwar Wagdi, Maawed Maal Haya (Encontro com a Vida) de Abbas Kamel, Anissa Hanafi, de Fatine Abdel Wahab, filmes de assuntos monos empenhados, foram por vezes mais bem realizados.
Por outro lado, é significativo que em Vida ou Morte (no qual um farmacêutico procura uma menina a quem vendera por engano um veneno, em vez de um medicamento), filme menor, realizado e interpretado pelos veteranos Kamal El Cheikh e Yussef Wahaby, a ação se passava nos bairros pobres do Cairo. Desde 1950, o cinema egípcio tendia a sair dos salões e dos cabarés onde muitas vezes se encerrava. Através de um contato com a realidade do país, filmes servidos por excelentes atores, cineastas e técnicos podiam rapidamente afirmar-se por um estilo original e novo. Com este histórico, o horizonte do cinema egípcio tenderá para as realizações árabes.
Histoire Du Cinéma Mondial, por Georges Sadoul.

Os poemas suspensos



Os poemas suspensos. Ed. Record
Tradutor: Alberto Mussa

Mussa selecionou e traduziu, em OS POEMAS SUSPENSOS, os mais importantes e expressivos poemas da literatura árabe pré-islâmica. Em cada um deles percebe-se o contorno específico da personalidade do poeta: a licenciosidade de Imru al-Qays, a sabedoria de Zuhayr, o niilismo de Abid, a arrogância de Amr, o pragmatismo de al-Hárith, o hedonismo de Tárafa, a ferocidade de Ântara, a ironia de al-Asha, a astúcia de al-Nábigha, o esteticismo de Labid.

Fonte: Site editora Record
http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=19170

Tayeb Salih

Tayeb Salih nasceu em 1929 em Wad Hamid, no norte do Sudão. 
Foi diretor da seção árabe da BBC de Londres e atualmente é alto funcionário da Unesco. Publicou três romances e um livro de contos, traduzidos nos Estados Unidos e em vários países da Europa. 
Tempo de migrar para o norte, seu primeiro romance publicado no Brasil (Planeta - 2003), é considerado um dos romances em língua árabe mais importantes do século 20.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A prova do mel - Salwa Al-Neimi



AL-NEIMI, Salwa. A prova do mel. Ed. Objetiva.

Um livro de confissões, um romance polêmico em que uma poeta síria vivendo em Paris reconta abertamente sua vida sexual, desafiando preceitos islâmicos e tabus da sociedade contemporânea. Como uma Sherazade moderna, ela cria histórias dentro de histórias, reconta o que ouviu de outros e descreve suas experiências com homens anônimos, que são vários e um só, numa busca insaciável pela descoberta de seu corpo.

Fonte:
Editora Objetiva - Prisa Ediciones