quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Rachid Boudjedra

rachid boudjedra 

Rachid Boudjedra nasceu em 1941 em Aïn-Beïda, Argélia. Sua obra ocupa importante espaço na literatura produzida após a guerra de libertação de seu país (1954-1962). Escreveu sempre em francês, mas atualmente se dedica também à produção em árabe. Desde seu primeiro romance, La Répudiation (1969), Boudjedra volta seu olhar para as contradições da Argélia independente — nação em que ainda é notável o embate entre a modernidade e o respeito à tradição. Preocupação constante em seu trabalho são as condições do imigrante magrebino na Europa, especialmente na França, como ocorre no presente Topografia ideal para uma agressão caracterizada. Fortemente influenciado pelo nouveau roman francês, ganhou notoriedade por sua escrita sofisticada. Além de romancista, Rachid Boudjedra é professor, poeta, ensaísta, autor de teatro e cinema, tendo assinado o roteiro do notável Crônica dos anos de brasa (Palma de Ouro em Cannes, 1975), dirigido por Mohammed Lakhdar Amina. Ministrou aulas em diversas universidades do mundo árabe e europeu. Em 1987, uma fatwa islâmica com sentença de morte foi emitida contra o escritor, por considerarem que sua obra representa uma afronta aos fundamentos do Islã. Entre suas obras mais recentes, constam La Fascination(2000), Les Funérailles (2002) e L’Hôtel Saint Georges(2007).

Fonte: Site editora Estação Liberdade.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O chamado do poente - Gamal Ghitany

A Editora Estação Liberdade introduz no Brasil a obra do grande sábio das letras árabes, Gamal Ghitany, após ter publicado autores tão diversos desse universo, como Rachid Boudjedra e Rafik Schami. No romance de Ghitany, traduzido diretamente do árabe por Safa Jubran, um velho habitante do Cairo acorre um dia ao país do poente levando consigo uma extraordinária história de errância, de revelações e de imposições divinas; logo o sultão ordena que um de seus secretários registre em detalhes seu relato místico e emocionante.

Traduzido diretamente do árabe.

http://www.estacaoliberdade.com.br/o-chamado-do-poente/

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Atiq Rahimi


Atiq_Rahimi


Nasceu em Cabul em 1962. Estudou no colégio franco-afegão, época em que frequentou o centro cultural francês da capital afegã onde conheceu o cinema francês e encenou algumas peças dramáticas. Durante a guerra civil no início dos anos 80 deixou o seu país e em 1985 obteve estatuto de refugiado político na França, onde vive hoje. Formou-se em letras e estudos cinematográficos nas Universidades de Rouen e La Sorbonne Nouvelle. Apesar de também escrever em francês, sua língua literária é o dari, variação do persa falada no noroeste do Afeganistão. Ganhou com a presente obra o prêmio Fondation de France 2002. Paralelamente à carreira literária, Atiq Rahimi dirige e produz filmes documentários e de ficção. Terra e cinzas, seu primeiro romance, publicado por esta editora em 2002, foi adaptado para o cinema pelo próprio autor e teve pré-estréia mundial durante o Festival de Cannes 2004.

Livros publicados no Brasil:
MALDITO SEJA DOSTOIÉVSKI
SYNGUÉ SABOUR. PEDRA-DE-PACIÊNCIA
As mil casas do sonho e do terror. Ed. Estação liberdade
Terra e cinza. Ed. Estação liberdade.

Fonte: Site da Editora Estação Liberdade

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O segredo do calígrafo - Rafik Schami




SCHAMI, Rafik. O segredo do calígrafo. Ed. Estação Liberdade.

Nas ruelas estreitas da cidade velha de Damasco, um boato traça seu caminho: Nura, a bela esposa do famoso calígrafo Hamid Farsi, sumiu sem deixar qualquer pista. Por que deixou para trás uma vida que muitos lhe invejam? Ou ela teria sido vítima de sequestro dos inimigos de seu marido?

Desde sua mais tenra idade, Hamid Farsi era festejado como gênio da caligrafia. Em sua beleza toda em filigranas se manifesta da forma mais pura a poesia árabe. No entanto, com o passar dos anos, ele percebe também as fraquezas de sua língua, que restringem seu emprego no dia a dia. Integrando uma confraria secreta de sábios, Hamid Farsi desenvolve planos para uma reforma radical da língua sem imaginar os perigos que o aguardam. Joga-se com o empenho de sua vida em seu trabalho de modo a realizar o grande sonho de sua reforma. Nura não sabe nada dos planos de seu marido. Ela conhece apenas seu lado distante e egoísta, que a degradaram para ama de casa logo após a noite de núpcias. Não constituirá surpresa que as atenções que lhe devota um jovem e inteligente aprendiz do atelier de seu marido encontrarão ecos. Uma paixão intensa, complexa e repleta de nuances e contradições terá início – o amor entre uma muçulmana e um cristão.

O embate entre a continuidade e a renovação, o amor e a sensualidade mal contidos pelos véus de uma sociedade tradicional, o mistério e a violência latente, todos esses elementos o leitor poderá encontrar ao sabor de sua caminhada pelas sinuosas vielas de Damasco.


Fonte: Site editora Estação Liberdade
http://www.estacaoliberdade.com.br/o-segredo-do-caligrafo/

Contos Marroquinos Modernos

 CONTOS MARROQUINOS MODERNOS


Contos Marroquinos Modernos. Ed. Amádena

Trata-se de uma antologia de contos marroquinos, selecionados pela União dos Escritores Marroquinos e traduzidos, diretamente do Árabe, por professores do Setor de Estudos Árabes da Faculdade de Letras da UFRJ. A maioria dos textos aborda questões bem particulares do cotidiano marroquino e denuncia, de forma alegórica e surrealista, problemas crônicos da sociedade local.


 Fonte: Site da editura Almadena
http://wmultimidiarb.com.br/almadenaloja/contos/14-contos-marroquinos-modernos.html

terça-feira, 2 de abril de 2013

O início do cinema no Egito



Duas pessoas, Sallah Abu Seiff e Yussef Chabine, afirmaram-se num país que teve uma história bastante movimenta entre 1945 e 1958. O mais velho dos dois, Sallah Abu Seiff, estreou aos dezesseis anos, em 1932, e foi durante muito tempo montador, antes de dirigir em 1947 o primeiro filme, Daiman Fi Qalbi. Seu primeiro sucesso, Os Amores de Antar e de Walbla, com Kuka e Serag Munir, foi uma bela lenda árabe; mas seu temperamento o levava de preferência a assuntos modernos, como no seu excelente Lak yom va Salem (Teu dia Chegará) ou Osta Hassan (O Operário Hassan), que sofreu as imposições da censura de Faruk quando mostrava os meios populares. Em Al Wache (O Mostro), realizado depois da proclamação da República no Egito, a interpretação de Answar Wagoli foi um pouco exagerada, mas o diretor possuía a arte da boa narração e sabia descrever ambientes. Ele o demonstrou ainda melhor em A Sanguessuga, filme dominado por uma excelente composição de Tahia Carioca, e que foi ótima descrição da vida popular e artesanal de uma rua popular do Cairo.
Yussef Chabine aprendeu seu ofício em Hollywood. Foi influenciado pelo melhor cinema americano e o final do seu Seraa Fil Wadi (Céu de Inferno), por exemplo, foi comprometido por introduzir uma perseguição dramática inspirada por Hitchcock.
O rumo do novo cinema – e da política – no Egito, manifesta-se por várias tentativas de renovação dos assuntos, e isso já antes da revolução que destronou Faruk. Ibrahim Ezzeldine, em Zoubour el Illam (O Nascimento do Islam, 1951) mostrou com convicção a época de Maomé. Em Moustapha Kamel (1952), Ahmet Badrakan tomou por herói um dos fundadores do nacionalismo árabe. Hussein Sedki, em Yacott el Estelmar (Abaixo o Colonialismo) mostrou as lutas contra os ingleses. Esses filmes valeram por sua tentativa, mais do que por sua realização. Dahab, de Anwar Wagdi, Maawed Maal Haya (Encontro com a Vida) de Abbas Kamel, Anissa Hanafi, de Fatine Abdel Wahab, filmes de assuntos monos empenhados, foram por vezes mais bem realizados.
Por outro lado, é significativo que em Vida ou Morte (no qual um farmacêutico procura uma menina a quem vendera por engano um veneno, em vez de um medicamento), filme menor, realizado e interpretado pelos veteranos Kamal El Cheikh e Yussef Wahaby, a ação se passava nos bairros pobres do Cairo. Desde 1950, o cinema egípcio tendia a sair dos salões e dos cabarés onde muitas vezes se encerrava. Através de um contato com a realidade do país, filmes servidos por excelentes atores, cineastas e técnicos podiam rapidamente afirmar-se por um estilo original e novo. Com este histórico, o horizonte do cinema egípcio tenderá para as realizações árabes.
Histoire Du Cinéma Mondial, por Georges Sadoul.

Os poemas suspensos



Os poemas suspensos. Ed. Record
Tradutor: Alberto Mussa

Mussa selecionou e traduziu, em OS POEMAS SUSPENSOS, os mais importantes e expressivos poemas da literatura árabe pré-islâmica. Em cada um deles percebe-se o contorno específico da personalidade do poeta: a licenciosidade de Imru al-Qays, a sabedoria de Zuhayr, o niilismo de Abid, a arrogância de Amr, o pragmatismo de al-Hárith, o hedonismo de Tárafa, a ferocidade de Ântara, a ironia de al-Asha, a astúcia de al-Nábigha, o esteticismo de Labid.

Fonte: Site editora Record
http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=19170

Tayeb Salih

Tayeb Salih nasceu em 1929 em Wad Hamid, no norte do Sudão. 
Foi diretor da seção árabe da BBC de Londres e atualmente é alto funcionário da Unesco. Publicou três romances e um livro de contos, traduzidos nos Estados Unidos e em vários países da Europa. 
Tempo de migrar para o norte, seu primeiro romance publicado no Brasil (Planeta - 2003), é considerado um dos romances em língua árabe mais importantes do século 20.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A prova do mel - Salwa Al-Neimi



AL-NEIMI, Salwa. A prova do mel. Ed. Objetiva.

Um livro de confissões, um romance polêmico em que uma poeta síria vivendo em Paris reconta abertamente sua vida sexual, desafiando preceitos islâmicos e tabus da sociedade contemporânea. Como uma Sherazade moderna, ela cria histórias dentro de histórias, reconta o que ouviu de outros e descreve suas experiências com homens anônimos, que são vários e um só, numa busca insaciável pela descoberta de seu corpo.

Fonte:
Editora Objetiva - Prisa Ediciones

domingo, 31 de março de 2013

Porta do sol - Elias Khoury



KHOURY, Elias. Porta do sol. Ed. Record.


Em um campo de refugiados nas cercanias de Beirute, o velho Yunis repousa em coma profundo. Há três longos meses, o herói da resistência palestina jaz inerte sobre o leito do improvisado Hospital Galiléia. Morto ou vivo? Alheio ou consciente? São essas as perguntas feitas por Khalil, médico e filho espiritual do enfermo.
Negando-se a aceitar o fato de que seu herói talvez nunca mais volte à consciência, o jovem seguidor se mantém em vigília constante, repassando — tal qual Xerezade dos dias de hoje — a extraordinária história de vida de Yunis, que é, nada menos que a saga do povo palestino
Na juventude, o velho combatente se casara com a jovem Nahila. Entretanto, a esposa fica na Galiléia e se torna cidadã israelense. Yunis, por sua vez envolvido na Resistência, vive no campo de refugiados de Chatila, no Líbano. A ele caberia atravessar clandestinamente a fronteira para se encontrar com Nahila, em breves encontros na caverna de Bab Alchams, ou Porta do Sol.
Valendo-se das histórias contadas e recontadas ao longo dos anos nos campos de refugiados palestinos, o libanês Elias Khoury entretece, magistralmente, o meio século de história de um povo: da Diáspora (1948) ao aperto de mãos de Arafat e Rabin em Washington (1993), passando pela invasão israelense ao Líbano e o massacre de Sabra e Chatila (1982)


Fonte:
http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=235

sábado, 30 de março de 2013

Meu nome é vermelho - Orhan Pamuk



PAMUK, Orhan. Meu nome é vermelho. Ed. Companhia das Letras.

Orelhas do livro:

Na Istambul do fim do século XVI, em comemoração ao primeiro milênio da Hégira, o sultão encomendou um belíssimo livro que representasse o poder e a riqueza do Império Otomano, que vivia o seu apogeu. Os mais renomados pintores miniaturistas são convidados a iluminá-lo, mas a missão é das mais perigosas. O sultão quer demonstrar ao doge de Veneza a superioridade do mundo islâmico, e para isso pede iluminuras feitas com as técnicas ocidentais da então florescente pintura renascentista – o que vai de encontro a um preceito básico do islã, segundo o qual toda arte figurativa constitui uma afronta.

O desaparecimento de um dos miniaturistas parece comprovar o risco da empreitada. Rivalidade profissional, crime passional ou terror religioso? A única pista deixada – um cavalo de estranhas narinas desenhado no corpo do morto – só faz aumentar a intriga. E um novo assassino vem complicar ainda mais o caso.

De volta a Istambul após doze anos de ausência forçada. Negro é incumbido de desvendar o mistério. Seu prazo, porém, é exíguo: ele tem apenas três dias para encontrar o assassino – e ganhar a mão da bela Shekure, seu primeiro e único amor.

Diversas vezes se alternam nessa trama multifacetada, contada por dezenove narradores diferentes – entre eles um cachorro, um cadáver, uma moeda falas e a cor que dá nome ao livro. O pleno domínio do foco narrativo e a forma extraordinária de contar a história rendeu a Pamuk prêmios e elogios respeitáveis – o escritor americano John Updike chegou a compará-lo a Marcel Prost.

Repleto de reviravoltas e construído na confluência da arte, da religião e da filosofia, Meu nome é Vermelho mistura elementos do romance policial aos do romance histórico. Esplêndida e misteriosa, aqui está a Turquia da última década do século XVI – e, por tabela, também a dos dias de hoje. Pois é Pamuk quem afirma: “Vivo numa cultura em que o choque entre o Oriente e o Ocidente, ou a harmonia entre o Oriente e o Oriente, é nosso estilo de vida. A Turquia é isso.” 

Eu vi Ramallah - Mourid Barghouti


Eu vi Ramallah

BARGHOUTI, Mourid. Eu vi Ramallah: Memórias. Ed. Casa da Palavra.


Traduzido diretamente do árabe, o livro Eu vi Ramallah descreve a experiência do retorno de Mourid Barghouti à Palestina, sua terra natal.

Com prefácio do norte-americano Edward W. Said, especialista em estudos árabes, e texto do próprio Barghouti para a edição brasileira, o livro alcança leitores de diferentes povos, culturas e experiências de vida.

Isento de fundamentalismos, o livro trata de uma realidade não muito distante de grande parte da população mundial: o conflito milenar no Oriente Médio, envolvendo sobretudo o Estado judeu e a Nação palestina.


Fonte: site editora Casa da Palavra.
http://www.casadapalavra.com.br/livros/index.php?codigo=264

sexta-feira, 29 de março de 2013

Tempo de migrar para o norte - Tayeb Salih



SALIH, Tayed. Tempo de migrar para o norte. Ed. Planeta

Tempo de migrar para o norte
 Ao acompanhar a história de um senegalês que deixa sua terra natal para viver em países do Ocidente, faz uma reflexão sobre a dominação. Em Londres, ele tem uma carreira bem sucedida e se relaciona com várias mulheres, até que uma morre.


Fonte:
http://www.editoraplaneta.com.br/descripcion_libro/1762http://www.editoraplaneta.com.br/descripcion_libro/1762

Elias Khoury


O escritor libanês Elias Khoury nasceu em Beirute no ano de 1948 e é autor de 11 romances, quatro volumes de crítica literária e três peças de teatro. Khoury engajou-se na causa palestina aos 19 anos, depois de visitar um campo de refugiados na Jordânia. No mesmo ano, alistou-se ao Fatah, a maior organização de resistência da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Após o episódio Setembro Negro, o autor se mudou para Paris. Na segunda metade dos anos 1970, de volta ao Líbano, torna-se pesquisador do Centro de Pesquisa Palestina, defendendo a causa por meio de artigos e ensaios. Khoury tomou parte na Guerra Civil Libanesa, quando ficou gravemente ferido, chegando a perder temporariamente a visão. Lecionou nas universidades de Columbia, Libanesa, Americana de Beirute, Líbano-Americana e na de Nova York. Atualmente, é editor chefe do caderno de cultura do jornal libanês An-Nahar.

Livros publicados no Brasil:
- Porta do Sol - Ed. Record;
- Yalo: o filho da Guerra - Ed. Record.

Fonte: Site editora Record.

Anatomia de um desaparecimento - Hisham Matar




MATAR, Hisham. Anatomia de um desaparecimento. Ed. Record.


A onda de protestos e manifestações contra a censura e repressão que varreu o mundo árabe nos últimos meses encontra eco na obra do líbio Hisham Matar. O escritor viveu na pele a perseguição da ditadura de Muamar Kadafi, quando fugiu com os pais do país, nos anos 1970. A distância da terra natal, no entanto, não abalou os ideais do patriarca da família, Jaballa Matar, que continuou a militância até ser sequestrado no Cairo e levado para a famosa prisão de Abu Selim, em Trípoli.


Apenas duas cartas chegaram às mãos de sua família desde então. Seu paradeiro se tornou um mistério. O medo constante de que estivesse entre os mais de mil presos políticos executados na prisão na década de 1990 perseguiu seu filho, a quem o sumiço marcou profundamente. A ficção de Hisham é fortemente entremeada pelo desaparecimento de seu pai. Uma prosa que mescla metáforas inteligentes, detalhes precisos, percepção provocante e fatos biográficos.

Anatomia de um desaparecimento acompanha as transformações que a ausência de uma pessoa amada molda em quem fica. Nuri é um menino novo quando sua mãe morre. Parece que nada vai preencher o vazio que sua estranha morte deixa para trás, no apartamento do Cairo que ele compartilha com o pai. Até Mona. Quando Nuri, ainda pré-adolescente, vê Mona pela primeira vez, sentada com seu maiô amarelo junto à piscina do pequeno hotel Magda Marina, o resto do mundo se desvanece.

Mas é pelo pai de Nuri que Mona se apaixona e com quem vem a se casar. E a felicidade deles consome o menino a ponto de ele desejar que o pai desapareça. Contudo, Nuri logo vai se arrepender. E, à medida que o mundo que ele e sua madrasta compartilham é estilhaçado por acontecimentos que fogem de seu controle, ambos começam a perceber como sabiam pouco sobre o homem que amavam.

Finalista do Man Booker Prize, do Guardian First Book Award e do National Book Critics Circle Award com seu primeiro romance, No país dos homens, Hisham Matar cria aqui um romance pungente e de uma beleza terna.

http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=26050

Você mudou a minha vida - Abdel Sellou



SELLOU, Abdel. Você mudou a minha vida. Ed. Record.

A história real que inspirou o filme os INTOCÁVEIS.

Abdel Sellou havia acabado de sair da prisão quando foi contratado como auxiliar de enfermagem por Philippe, um milionário que ficara tetraplégico. A partir daí surge a mais improvável das amizades, que mudará para sempre a vida de ambos. Sellou, que até agora havia permanecido reservado, conta, em Você mudou minha vida, sua surpreendente versão de sua fabulosa aventura, ao mesmo tempo uma lição de vida e uma narrativa engraçada e comovente.


http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=26341

quinta-feira, 28 de março de 2013

Yalo: O filho da guerra - Elias Khoury




KHORY, Elias. Yalo: O filho da guerra. Editora Record

Filho da guerra, Yalo cresceu nas ruas de Beirute em meio à guerra civil do Líbano, entre meados da década de 1970 até os anos 1990. Durante aqueles tempos sombrios, ele vivia com a mãe, que dizia não ver o próprio rosto no espelho, e era criado pelo avô kohno, que entrou para o clero.
Tempos depois, Yalo se tornava soldado que, após anos em meio à violência e brutalidade e movido pela única realidade que conhecia, acabou embarcando em uma jornada de violência e atrocidades. Com isso, gradualmente, o libanês se tornava desertor e ladrão. De vigia de uma vila em Paris a estuprador e assassino. 
Ao ser preso e torturado, Yalo é forçado a confessar crimes dos quais ele mal se lembra. Ao escrever e reescrever seus testemunhos, ele começa a compreender o passado de sua família e sua própria vida, descobrindo quem ele mesmo é. 
O novo romance de Elias Khoury aborda a história violenta do próprio país. É um "fio de sangue" que liga o massacre 1860 de cristãos assírios à guerra civil do Líbano moderno, na qual o protagonista lutou e foi brutalizado. 


http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=26154

O leão e o chacal mercador





Orelhas do livro:

O Leão e o Chacal Mergulhador é um sedutor convite àqueles que admiram as narrativas árabes. O texto chega ao leitor através de um exemplar trabalho realizado pelo professor Mamede Jarouche, com tradução direta árabe, baseada em pesquisa de grande qualidade acadêmica, com linguagem adequada e fiel à cultura islâmica medieval.

O pesquisador já é conhecido pelas belíssimas traduções do Livro das Mil e Uma Noites com quem tem brindado o público de língua portuguesa. Traz-nos agora um fabulário do século XXI que corresponde, ainda que de forma aproximativa, aos Espelhos de Reis do Ocidente medieval. Sem o pesado rigor da escolástica cristã, o texto é uma verdadeira obra prima na tradição dos tratados políticos do medievo árabe. Versa sobre as relações dos letrados com o poder e a natureza ética de sua ação, utilizando-se da metáfora da personagem de outro fabulário, o chacal Dimna – que, ávido de aproximar-se do poder, consegue seu objetivo e torna-se conselheiro do rei Leão.

Segundo o tradutor e ensaísta, a narrativa estrutura-se a partir de uma fábula, espécie de “texto moldura” de onde se desdobram outras fábulas, cujo principal objetivo é ilustrar e particularizar os enunciados universalizantes dos conselhos, transformando-se em verdadeiras alegorias.

O leitor do século XXI poderá, de início, surpreender-se com um texto distantes e exótico, mas esta sensação de alteridade é rapidamente dissipada pela atualidade dos problemas políticos tratados e pelo agradalíssimo texto com que se depara.

Vânia Leite Fróes
Professora de história medieval da Universidade Federal Fluminense

quarta-feira, 27 de março de 2013

Literatura árabe publicada no Brasil

Poucos árabes na biblioteca

A publicação de obras de autores árabes vem crescendo no Brasil, mas o volume de livros lançados é pequeno diante do tamanho do mercado editorial.

Veja reportagem no link abaixo:

Agência de Notícias Brasil-Árabe

Site Literatura árabe contemporânea

 
O site Literatura árabe contemporânea oferece um serviço de envio de traduções muito acessíveis e edições em vários formatos, como uma forma interessante de abordar a criatividade dos escritores árabes e de disfrutar da leitura por meio de tradução cuidadosa e uma apresentação do texto simples e clara.

Segue a baixo o link:
http://www.literaturaarabecontemporanea.es/

segunda-feira, 25 de março de 2013

O novo romance egípcio: transformação urbana e forma narrativa


Sabry Hafez
O novo romance egípcio: transformação urbana e forma narrativa

Novos estud. CEBRAP -São Paulo, n. 90, Jul./2011


RESUMO
Os trabalhos da nova geração de escritores do Cairo compartilham um conjunto de características narrativas peculiares, envolvendo tanto uma ruptura com as formas modernistas e realistas anteriores quanto uma transformação das regras de referências pelas quais o texto se relaciona com o mundo externo. O artigo procura mostrar que, independente de onde suas tramas sejam ambientadas, essas obras compartilham homologias formais com as crescentes favelas do Cairo.
Palavras-chave: Literatura árabe contemporânea; romance egípcio; Cairo; forma narrativa e estrutura urbana.

Link para o artigo completo:
http://www.scielo.br/pdf/nec/n90/09.pdf

Novos Estudos - CEBRAP - O novo romance egípcio: transformação urbana e forma narrativa


domingo, 24 de março de 2013

Eu Matei Sherazade - Joumana Haddad





Ao matar a heroína de “As mil e uma noites” em seu livro, a autora desmonta o mito do clássico da literatura árabe, o qual acusa de passar uma ideia equivocada às mulheres. Em suas noites de histórias inventadas para adiar a morte, Sherazade não seria um modelo de resistência e rebelião, mas de concessão e negociação de seus direitos fundamentais. Ao partir desta premissa que Joumana desenvolve uma narração aberta e impulsiva sobre o significado de ser mulher árabe atualmente, desaprovando a atitude daquelas que se colocam como vítimas.

Uma das mais corajosas representantes da luta pela liberdade feminina no Oriente Médio, a autora relata sua trajetória até ser conseguir sucesso como poetisa premiada, editora do principal jornal libanês, o “An-Nahar”, e criadora da primeira revista literária erótica do mundo árabe — a “Jasad” (corpo, em árabe), que aborda temas como sexualidade, poligamia, virgindade e casamento forçado, e lhe trouxe tanto admiração como censura e até ameaças de morte.


Veja no link abaixo uma notícia sobre o lançamento do livro:

http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/11/encontro-com-a-escritora-libaensa-joumana-haddad/


Matéria do G1

'Mulheres de burca e mulheres-fruta são o mesmo', diz Joumana Haddad


http://g1.globo.com/pernambuco/fliporto/2011/noticia/2011/11/mulheres-de-burca-e-mulheres-fruta-sao-o-mesmo-diz-joumana-haddad.html

Matéria da Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/9516-anti-sherazade.shtml

Matéria da Revista Cult

http://revistacult.uol.com.br/home/2011/11/feminilidade-nao-e-sinonimo-de-fraqueza/


A Turquia e sua cultura através dos livros publicados pela Editora Sá

Livros sobre a Turquia publicados pela Editora Sá:

Oya Baydar - Palavra Perdida;
Gül İrepoğlu - A Concubina;
Asli Perker - Suflê;
Reha Çamuroğlu - Um golpe de sorte;
Tuna Kiremitçi - As preces são imutáveis;

Veja o site da Editora mais informações:
A Turquia e sua cultura através dos livros publicados pela Sá

sábado, 16 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

'Habibi'- O épico do Oriente Médio de Craig Thompson

Thompson, Crai. Habibi. Ed. Companhia das Letras. 

'Habibi' pretende ser a saga de dois escravos fugitivos, unidos e separados pelo destino, vivendo no limite que separa a tradição da descoberta. Dodola, uma garota perspicaz e independente, foge de seus captores levando consigo um bebê. Eles crescem juntos no deserto, sozinhos em um navio naufragado na areia. Em meio a sentimentos cada vez mais conflitantes, os dois passam o tempo contando histórias. Assim, os leitores são apresentados também à origem do islamismo e de suas tradições, conforme as narrativas se combinam numa trama de aventura, romance, filosofia e tragédia.

Informação sobre o livro no site da editora:
http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=65052

Site do livro:
www.habibibook.com

 Entrevista com o tradutor:
http://www.saraivaconteudo.com.br/Entrevistas/Post/48647

quinta-feira, 14 de março de 2013

MUSTIAN, Mark T. Gendarme.

MUSTIAN, Mark T. Gendarme. Ed. Record.



Durante a Primeira Guerra Mundial, centenas de milhares de armênios foram obrigados pelo Exército da Turquia a marchar para a Síria, uma caminhada que resultaria em um dos mais terríveis genocídios da História.  Esse terrível episódio serve de pano de fundo para Gendarme, segundo romance do americano de ascendência armênia Mark T. Mustian.

O livro conta a história do viúvo Emmet Conn. Aos 92 anos, diagnosticado com um tumor cerebral, ele vê seu cotidiano perturbado por sonhos que lhe indicam uma vida prévia bem diferente da que levava com a mulher nos Estados Unidos.

Neles, ele é um soldado turco obrigado a participar da marcha que conduziria milhares de armênios à morte. Além das perturbadoras imagens do horror passado na caminhada, ele começa também a sonhar com uma bela jovem chamada Araxie.

Aos poucos, e de maneira cifrada, Conn vai percebendo que as imagens que vê durante o sono não são meros produtos de sua imaginação. Elas remontam ao seu passado na Turquia, onde nasceu, até o acidente na Batalha Otomana que lhe tirou a memória e acabou lhe dando uma nova identidade.

Reconciliado com o passado, ele decide voltar à terra natal e encontrar o grande amor de sua vida. Através de uma emocionante história de coragem e amor, Mustian chama a atenção para uma das mais violentas passagens do povo armênio.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mulher do Oriente Médio

Mulher do Oriente Médio destruiu grades da tradição para entrar na vida com liberdade

Muito interessante esse artigo sobre a mulher na literatura do oriente médio.

http://www.telunb.com.br/mulhereliteratura/anais/wp-content/uploads/2012/01/norma_abu_heijleh.pdf

terça-feira, 12 de março de 2013

Contos Árabes - Jamil Almansur Haddad





Contos Árabes



Nesse volume, o quarto de uma coleção, o poeta brasileiro Jamil Almansur Haddad reuniu contos “pescados” em meio a uma história literária que se estende por 15 séculos e que revela muito da alma árabe – das histórias das mil e uma noites ao ilustre libanês emigrado para os Estados Unidos Gibran Khalil Gibran.

 
Portal Ediouro

Rajaa Alsanea - Vida Dupla: um Romance sobre o Oriente Médio Hoje

ALSANEA, Rajaa. Vida Dupla: um Romance sobre o Oriente Médio Hoje. Ed. Nova Fronteira
Vida Dupla: Um Romance sobre o Oriente Médio Hoje
Vida dupla: um romance sobre o Oriente Médio hoje, da jovem escritora Rajaa Alsanea, causou furor quando foi lançado em língua árabe em 2005. A vida social, romântica e sexual, e os desejos e intimidades das protagonistas, quatro jovens e ricas sauditas, provocou polêmica no mundo árabe tanto pelo tema como pela linguagem usada pela autora, bastante coloquial e antenada com a tecnologia - a reprodução de trocas de e-mails entre amigas são freqüentes no texto - para dar voz às personagens. Imediatamente banido da Arábia Saudita, o livro passou a circular em cópias piratas. Agora, o leitor brasileiro pode conferir a narrativa vívida e tocante sobre a vida dessas mulheres, divididas entre os apelos da modernidade e a cultura secular de seu país.


O livro no site da editora:
http://www.ediouro.com.br/site/products/content_book/5561

Site da autora (em inglês)
http://www.rajaa.net/

quarta-feira, 6 de março de 2013

No pais dos homens - Hisham Matar





Orelhas do livro

O verão de 1979 é mais uma temporada de calor extremo em Trípoli, capital da Líbia, na costa do Mediterrâneo. Aos olhos do pequeno Suleiman, este é um período de férias e brincadeiras com amigos da Rua da Amora, onde vive. Ele acaba de voltar de uma excursão a Leptis Magna, um rico sítio arqueológico com ruínas do Império Romano.

O pai, a quem ele chama de Baba, está no exterior a negócios, como de hábito. A mãe leva o garoto às compras e lhe dá os deliciosos doces de gergelim de que tanto gosta. No tempo livre, Suleiman pratica o piano, freqüenta a oficina no telhado de casa, rouba amoras no quintal do vizinho e relembra as aulas sobre o Corão dadas pelo xeique Mustafá.

Mas os últimos dias acontecimentos estranhos despertam a atenção do garoto. Numa de suas idas ao mercado com a mãe, ele tem certeza de ver o pai passar apresado, justo quando deveria estar viajando. A mãe agora fica doente com mais freqüência, sempre que o pai “viaja”, e o garoto precisa cuidar dela enquanto o marido não volta. Um vizinho é detido pela guarda revolucionária de Muammar al-Kadhafi, o ditador que háq dez anos assumiu o poder na Líbia; e só reaparece para ser enforcado ao vivo na TV. Circulam rumores de que era um “traidor”.

Como se não bastasse, membros do Comitê Revolucionário, ligado ao ditador, começam a rondar a casa do menino. O pai, agora desaparecido há alguns dias, está sendo procurado. A mãe resolve se livrar dos livros “suspeitos” que mantém tem na biblioteca e substituir a pintura da sala por um retrato de Kadhafi, “o Guia da Revolução Popular Líbia”.

Nos anos mais violentos da ditadura militar instalada em 1963, uma criança percebe que está deixando o espaço da infância para ingressar num mundo tenso e violento – o país dos homens, um lugar feito de segredos, dúvidas, desconfiança, hipocrisia, renúncia e traição.

Hisham Matar (1970- )


Hisham Matar (1970-  )

Nasceu em Nova York em 1970, de ascendência líbia, passou a infância em Trípoli e no Cairo. Mora em Londres desde 1986.
No país dos homens, romance de inspiração autobiográfica, é seu primeiro livro e foi publicado em mais de vinte países.

Naguib Mahfouz




Naguib Mahfouz

Desde mais de quarenta anos, o nome de Naguib Mahfouz domina a cena literária árabe. Novelista eventual, ele se impôs principalmente como romancista. É com ele que o romance “clássico” parece ter achado sua forma adequada. Nascido em 1912 em Sayyidna al-hussayn, um bairro popular do velho Cairo, licenciado em Filosofia, ele se dedica muito cedo à sua obra literária, na margem de sua vida como funcionário público. Após algumas tentativas no romance histórico relativo ao Egito antigo, ele opta pelo romance “realista”. Entre 1939 e 1952, data da revolução nasserista, ele escreve seis romances dentre os quais está a famosa trilogia, que será publicado em 1956-1957, depois de um longo período de crise. Essa trilogia centra-se na sociedade urbana do velho Cairo, entre duas guerras, faz o romance arabe ultrapassar uma etapa decisiva e traz à Mahfouz a consagração.
Após 1959, é a sociedade modificada pela política nasserista que lhe inspira uma obra onde predomina algumas vezes a novidade e certa tendência ao simbólico. Ele trata do mal-viver da juventude, os danos da repressão, a insensatez nascida do aniquilamento dos grandes sonhos suscitados pela revolução, sem faltar alguma reflexão metafísica. Sua escritura será modificada, sobretudo à partir de 1962, data da publicação de al-liss wa-l-kilâb, Le Vouleur et lês chiens.
Frequentemente comparado com Zola, sua obra em grande parte alcançou a arte cinematográfica e foi traduzida em diversas línguas.

Fonte:
MAHFOUZ, N. Nouvelles arabes du proche-orient. Paris: Pocket, 2010. ISBN 978-2-266-15061-3.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Entre dois mundos - Amin Maalouf

Orelha do livro

Dificilmente se poderia encontrar na História um personagem cuja vida corresponda melhor ao século XVI. Nascido em Granada no ano 894 da Hégira (1488), criado em Djerba por piratas sicilianos, oferecidos como escravo, oferecido como escravo ao papa Leão X, Hassan al-Vajjan, que se tornou geógrafo João-Leão de Médici, é de certa maneira o ancestralo do caráter cosmopolita da vida atual. Nessa biografia romanceada, Amin Maalou parte das viagens de Leão e conduz a narrativa de modo que ele possa presenciar - no momento certo - todos os grandes acontecimentos de sua época. Culto, poliglota, amante e aventureiro, Leão, o Africano viveu em lugares tão diversos como Fez, Tombuctu, Cairo, Constantinopla e Roma. E conviveu com personalidades tão diferentes entre si quanto o pintor Rafael e o pirata Barba-Roxa, sem contar as belas inesquecíveis mulheres que amou. Neste valioso livro, Amin Maalouf baseou-se num excelente material de reconstituição histórica e escreveu uma biografia que pode ser lida como romance de aventuras - uma fórmula que rapidamente o colocou entre os grandes best selleres do gênero.

sábado, 2 de março de 2013

Amin Maalouf (1949- )

Amin Maalouf (1949-  )

Nascido no Líbano em 1949, em 1976 mudou-se para a França, onde trabalhou como jornalista e iniciou a atividade de romancista. Foi chefe de redação do Jeune Afrique e mais tarde editorialista do mesmo. Durante 12 anos foi repórter, tendo realizado missões em mais de 60 países. Seu livro O rochedo de Tânios recebeu em 1993 o Goncourt, mais importante prêmio literário da França.

 

Vejam o site do autor


 

Obras do autor traduzidas para o português:

O périplo de Baldassare – Ed. Companhia das Letras;

O rochedo de Tânios – Ed. Companhia das Letras;
O mundo em desajuste – Ed. Difel;

Jardins de luzes – Ed. Record;

Samarcanda – Ed. Brasiliense;

As Cruzadas Vistas Pelos Árabes – Ed. Brasiliense;

Entre dois mundos – Ed. Best Seller.

 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Neve - Orhan Pamuk



PAMUK, Orhan. Neve. ed. Companhia das letras.

Orelha do livro:

Na década de noventa, depois de anos de exílio na Alemanha, o poeta turco Ka volta a Istambul para o enterro da mãe. De lá, segue para a remota Kars, na
fronteira com a Geórgia, a pretexto de fazer uma reportagem sobre uma onda de suicídios entre jovens islâmicas. Durante essa visita, uma nevasca bloqueia todas as
estradas, insulando a cidade do resto do mundo, e é nesse clima de isolamento que um veterano ator e sua mulher aproveitam para liderar um golpe militar. Embora
tenha se distanciado da política há muitos anos, Ka é alçado a protagonista involuntário dessa revolução.
       Nada menos apropriado para o escritor cujo desejo — além de se casar com Ipek, antiga colega de escola que reencontrou em Kars — é apenas registrar as poesias
que lhe escapam há anos, mas que agora passam a fluir com extrema naturalidade. O confronto intransigente e muitas vezes sangrento dos islamitas radicais com um
estado que quer ser secular, a violência do aparelho repressivo, o medo de que os radicais cheguem ao poder pela democracia e os crimes cometidos pelos dois lados:
é nesse turbilhão que Ka vaga por três dias, tentando salvar a si mesmo e a seu recém-descoberto amor por Ipek. Enquanto o poeta tenta se equilibrar entre as diversas
facções em choque, vê a cidade se tornar um microcosmo dos conflitos raciais, políticos e étnicos da Turquia, além de palco da sua tragédia pessoal.
       A ação de Neve se passa alguns anos após o golpe e a fatídica nevasca. Um amigo de Ka, obcecado por encontrar seu caderno de poesias, visita Kars a fim de
refazer os passos do poeta e de entender as mudanças radicais que aqueles três dias provocaram em sua vida. A grande habilidade de Pamuk está em combinar um tema
presente, atual — a relação entre islamismo e política — com questões atemporais, que se manifestam nas inquietações espirituais e artísticas de Ka. Ao expor as
relações intrínsecas do motor social com a subjetividade de suas engrenagens — são jornalistas, políticos, terroristas, cidadãos — Pamuk criou um romance complexo,
multifacetado, uma visão original e arrebatadora da realidade, como só a ficção permite.
Orhan Pamuk nasceu em 1952, em Istambul. Hoje, é o principal romancista turco, traduzido em mais de 40 idiomas. Foi apontado pela revista Time como uma das cem pessoas
mais influentes do mundo. Neve recebeu os prêmios Medicis e Méditeranée Étranger, na França. Dele, a Companhia das Letras também publicou Meu nome é vermelho (2004).
Em 2006, Pamuk ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.

Vejam esse comentário da revista Veja sobre o livro

http://veja.abril.com.br/011106/p_142.html

Para ler um trecho do livro

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/011106/trecho_neve.html

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O castelo branco - Orhan Pamuk

PAMUK, Orhan. O castelo branco. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1993.

Contra-capa do livro:
O Castelo Branco revela ao leitor brasileiro a riqueza e a perfeição do estilo de Orban Pamuk, principal romancista contemporâneo da Turquia. Em uma fábula profunda e divertida, ele aborda as complexas relações entre um Oriente devoto e um Ocidente racional, através do relato de um italiano do século XVII, capturado pelos turcos e confiado a um cientista excêntrico cuja semelhança com ele é tão profundamente espantosa que os confunde, ao mesmo tempo em que os atrai.

Alaa Al Aswany (1957- )


Alaa Al Aswany

Principal obra: O edício Yacubian. Ed. Companhia das Letras. Traduzido diretamente do árabe pelo professor de língua árabe da USP Paulo Farah.



O Edifício Yacoubian é um livro fascinante. O livro interliga diversas histórias dos moradores do edifício de modo muito envolvente. Em um único livro apresenta nas histórias entrelaçada das principais questões polêmicas vividas no Egito moderno.

Vejam um trecho no qual é aborado os problemas políticos do Egito:

“Os egípcios são o povo mais fácil do mundo de governar. No momento em que você assume o poder, eles se curvam e apelam para você, o que garante que se possa fazer o que quiser com eles. Qualquer partido do Egito, quando promove eleições e se encontra no poder, está destinado a vencer porque a sina do egípcio é apoiar o governo. É exatamente assim que Deus quis que fosse.”

Amós Oz (1939- )


Amós Oz (1939-   )

Nasceu em Jerusalém.
Escritor e jornalista, publicou dezoito livros, entre romances, ensaios e críticas.
Suas obras foram traduzidas para cerca de trinta idiomas.
Atualmente mora em Arad, no deserto do Neguev, em Israel, dedicando-se à militância em favor da paz entre árabes e israelenses e ao ensino de literatura hebraica na Universidade Ben-Gurion.

A caixa-preta – Ed. Companhia das Letras;
Cenas da vida na aldeia  – Ed. Companhia das Letras;
Uma certa Paz  – Ed. Companhia das Letras;
Conhecer uma mulher  – Ed. Companhia das Letras;
De amor e trevas  – Ed. Companhia das Letras;
De repente, nas profundezas do Bosque  – Ed. Companhia das Letras;
E a história começa -  – Ediouro;
Fima  – Ed. Companhia das Letras;
O mesmo mar  – Ed. Companhia das Letras;
Meu Michel  – Ed. Companhia das Letras;
O monte do mau conselho  – Ed. Companhia das Letras;
Não diga noite  – Ed. Companhia das Letras;
Pantera no porão -  – Ed. Companhia das Letras;
Rimas da vida e da morte  – Ed. Companhia das Letras;
Sumri – Ed. Ática;
A terceira condição – Edições Asa;
A pantera na cave – Edições Asa;
Não chames noite à noite – Edições Asa.

Orhan Pamuk (1952- )


Nasceu em Istambul.
Mais importante romancista turco da atualidade.
Teve suas obras traduzidas para mais de quarenta idiomas.
Foi agraciado com o prêmio Nobel de literatura em 2006.
Orhan Pamuk foi um dos primeiros turcos a falar abertamente sobre o massacre de armênios promovido pela Turquia no início do século XX.

Site do autor (em inglês)
http://www.orhanpamuk.net/

Livros publicados em língua portuguesa:

- Istambul: memória e cidade - Ed. Companhia das Letras;

- Meu nome é vermelho - Ed. Companhia das Letras;

- Neve – Ed. Companhia das Letras;

- O museu da inocência - Ed. Companhia das Letras;

- O romancista ingênuo e o sentimental. Ed. Companhia das Letras;

- Outras cores - Ed. Companhia das Letras;

- A maleta do meu pai - Ed. Companhia das Letras;

- O livro negro - Ed. Companhia das Letras;

- Casa do silêncio - Editorial Presença:

- Os jardins da memória - Editorial Presença:

- A cidade Branca - Editorial Presença;

- A vida nova - Editorial Presença.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Naguib Mahfouz (1911-2006)



Naguib Mahfouz (1911-2006)

 نجيب محفوظ


Principal autor da literatura egípcia contemporânea.
Prêmio Nobel de Literatura 1988 – primeiro escritor árabe a receber o prêmio.
Obra principal: A trilogia do Cairo.

Para saber mais sobre o autor veja o video abaixo (em árabe com legendas em inglês).

http://www.youtube.com/watch?v=bHpFIk2KN3I



Livros de Naguib Mahfouz publicados em língua portuguesa:

•Trilogia do Cairo: v. 1 - Entre dois palácio; v. 2 - Palácio do desejo; v. 3 - Jardim do Passado – Ed. Record.
•O jogo do desejo – Ed. Record
•A batalha de Tebas – Ed. Record
•Akhenaton - O Rei Herege – Ed. Record
•Rhadopis, a Cortesa – Ed. Record
•O beco do pilão – Ed. Record
•Miramar – Ed. Berlendis & Vertecch
•O ladrão e os cães – L&PM editores
•O açucareiro – editora civilização (Portugal)
•Noites das mil e uma noites – Ed. Companhia das Letras