Ao matar a heroína de “As mil e uma noites” em seu livro, a autora desmonta o mito do clássico da literatura árabe, o qual acusa de passar uma ideia equivocada às mulheres. Em suas noites de histórias inventadas para adiar a morte, Sherazade não seria um modelo de resistência e rebelião, mas de concessão e negociação de seus direitos fundamentais. Ao partir desta premissa que Joumana desenvolve uma narração aberta e impulsiva sobre o significado de ser mulher árabe atualmente, desaprovando a atitude daquelas que se colocam como vítimas.
Uma das mais corajosas representantes da luta pela liberdade
feminina no Oriente Médio, a autora relata sua trajetória até ser conseguir
sucesso como poetisa premiada, editora do principal jornal libanês, o
“An-Nahar”, e criadora da primeira revista literária erótica do mundo árabe — a
“Jasad” (corpo, em árabe), que aborda temas como sexualidade, poligamia,
virgindade e casamento forçado, e lhe trouxe tanto admiração como censura e até
ameaças de morte.
Veja no link abaixo uma notícia sobre o lançamento do livro:
http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/11/encontro-com-a-escritora-libaensa-joumana-haddad/
Matéria do G1
'Mulheres de burca e mulheres-fruta são o mesmo', diz Joumana Haddad
http://g1.globo.com/pernambuco/fliporto/2011/noticia/2011/11/mulheres-de-burca-e-mulheres-fruta-sao-o-mesmo-diz-joumana-haddad.html
Matéria da Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/9516-anti-sherazade.shtml
Matéria da Revista Cult
http://revistacult.uol.com.br/home/2011/11/feminilidade-nao-e-sinonimo-de-fraqueza/
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