sábado, 30 de março de 2013

Meu nome é vermelho - Orhan Pamuk



PAMUK, Orhan. Meu nome é vermelho. Ed. Companhia das Letras.

Orelhas do livro:

Na Istambul do fim do século XVI, em comemoração ao primeiro milênio da Hégira, o sultão encomendou um belíssimo livro que representasse o poder e a riqueza do Império Otomano, que vivia o seu apogeu. Os mais renomados pintores miniaturistas são convidados a iluminá-lo, mas a missão é das mais perigosas. O sultão quer demonstrar ao doge de Veneza a superioridade do mundo islâmico, e para isso pede iluminuras feitas com as técnicas ocidentais da então florescente pintura renascentista – o que vai de encontro a um preceito básico do islã, segundo o qual toda arte figurativa constitui uma afronta.

O desaparecimento de um dos miniaturistas parece comprovar o risco da empreitada. Rivalidade profissional, crime passional ou terror religioso? A única pista deixada – um cavalo de estranhas narinas desenhado no corpo do morto – só faz aumentar a intriga. E um novo assassino vem complicar ainda mais o caso.

De volta a Istambul após doze anos de ausência forçada. Negro é incumbido de desvendar o mistério. Seu prazo, porém, é exíguo: ele tem apenas três dias para encontrar o assassino – e ganhar a mão da bela Shekure, seu primeiro e único amor.

Diversas vezes se alternam nessa trama multifacetada, contada por dezenove narradores diferentes – entre eles um cachorro, um cadáver, uma moeda falas e a cor que dá nome ao livro. O pleno domínio do foco narrativo e a forma extraordinária de contar a história rendeu a Pamuk prêmios e elogios respeitáveis – o escritor americano John Updike chegou a compará-lo a Marcel Prost.

Repleto de reviravoltas e construído na confluência da arte, da religião e da filosofia, Meu nome é Vermelho mistura elementos do romance policial aos do romance histórico. Esplêndida e misteriosa, aqui está a Turquia da última década do século XVI – e, por tabela, também a dos dias de hoje. Pois é Pamuk quem afirma: “Vivo numa cultura em que o choque entre o Oriente e o Ocidente, ou a harmonia entre o Oriente e o Oriente, é nosso estilo de vida. A Turquia é isso.” 

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