Naguib Mahfouz
Desde mais de quarenta anos, o nome de Naguib Mahfouz domina
a cena literária árabe. Novelista eventual, ele se impôs principalmente como
romancista. É com ele que o romance “clássico” parece ter achado sua forma
adequada. Nascido em 1912 em Sayyidna al-hussayn, um bairro popular do velho
Cairo, licenciado em Filosofia, ele se dedica muito cedo à sua obra literária,
na margem de sua vida como funcionário público. Após algumas tentativas no
romance histórico relativo ao Egito antigo, ele opta pelo romance “realista”.
Entre 1939 e 1952, data da revolução nasserista, ele escreve seis romances dentre
os quais está a famosa trilogia, que será publicado em 1956-1957, depois de um longo período de
crise. Essa trilogia centra-se na sociedade urbana do velho
Cairo, entre duas guerras, faz o romance arabe ultrapassar uma etapa decisiva e
traz à Mahfouz a consagração.
Após 1959, é a sociedade modificada pela política nasserista
que lhe inspira uma obra onde predomina algumas vezes a novidade e certa tendência
ao simbólico. Ele trata do mal-viver da juventude, os danos da repressão, a insensatez
nascida do aniquilamento dos grandes sonhos suscitados pela revolução, sem
faltar alguma reflexão metafísica. Sua escritura será modificada, sobretudo à
partir de 1962, data da publicação de al-liss wa-l-kilâb, Le Vouleur et lês chiens.
Frequentemente comparado com Zola, sua obra em grande
parte alcançou a arte cinematográfica e foi traduzida em diversas línguas.
Fonte:
MAHFOUZ, N. Nouvelles arabes du proche-orient. Paris: Pocket, 2010. ISBN 978-2-266-15061-3.
Fonte:
MAHFOUZ, N. Nouvelles arabes du proche-orient. Paris: Pocket, 2010. ISBN 978-2-266-15061-3.
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