quarta-feira, 6 de março de 2013

Naguib Mahfouz




Naguib Mahfouz

Desde mais de quarenta anos, o nome de Naguib Mahfouz domina a cena literária árabe. Novelista eventual, ele se impôs principalmente como romancista. É com ele que o romance “clássico” parece ter achado sua forma adequada. Nascido em 1912 em Sayyidna al-hussayn, um bairro popular do velho Cairo, licenciado em Filosofia, ele se dedica muito cedo à sua obra literária, na margem de sua vida como funcionário público. Após algumas tentativas no romance histórico relativo ao Egito antigo, ele opta pelo romance “realista”. Entre 1939 e 1952, data da revolução nasserista, ele escreve seis romances dentre os quais está a famosa trilogia, que será publicado em 1956-1957, depois de um longo período de crise. Essa trilogia centra-se na sociedade urbana do velho Cairo, entre duas guerras, faz o romance arabe ultrapassar uma etapa decisiva e traz à Mahfouz a consagração.
Após 1959, é a sociedade modificada pela política nasserista que lhe inspira uma obra onde predomina algumas vezes a novidade e certa tendência ao simbólico. Ele trata do mal-viver da juventude, os danos da repressão, a insensatez nascida do aniquilamento dos grandes sonhos suscitados pela revolução, sem faltar alguma reflexão metafísica. Sua escritura será modificada, sobretudo à partir de 1962, data da publicação de al-liss wa-l-kilâb, Le Vouleur et lês chiens.
Frequentemente comparado com Zola, sua obra em grande parte alcançou a arte cinematográfica e foi traduzida em diversas línguas.

Fonte:
MAHFOUZ, N. Nouvelles arabes du proche-orient. Paris: Pocket, 2010. ISBN 978-2-266-15061-3.

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